Tudo começou em Karmesin, um vilarejo entre as florestas de Velória, fui encontrado aos trapos e feridos a beira de uma estrada, inconsciente e ferido, duas jovens criaturas me encontraram, um macho e uma fêmea. Dias a frente estava com as minhas feridas curadas e sem vestígio algum de memória.
Quem sou eu?
Vilarejo este habitado por um tipo de criatura denominados meio-elfos, uma mistura de humanos com deuses caídos neste mundo que ainda desconheço o nome. Logo fui chamado de Mayanter, em que sua língua significa "O sobrevivente, inimigo do tempo", aparentava-me ter uns 25 anos, corpo forte dotado de inúmeras cicatrizes. O casal de irmãos Lotem e Tuliran me acolheram em sua residência e uma vida costumeira começava a nascer.
Acordar de manha, ir às lavouras e plantar arroz no principio pareciam tarefas tediosas, mas que com o tempo me tornaram total adepto desta cultura. Momentos de meditação e de confraternização entre os demais da vila me traziam aos poucos o prazer de ressumar uma vida perdida e que talvez jamais pudesse recuperar.
Noites de terror e pequenos fragmentos em meu sonho não faziam nexo algum a alguma recordação das minhas memórias perdidas, me lembro da velha Toriana com seus diversos apetrechos druídicos e chá mirabolantes que juravam fazer a minha memória retornar. A cada gole me sentia mais calmo, apesar de não recordar absolutamente nada, a minha nova vida, ou renascimento me acalentavam e a paz em meu coração aos poucos foi ressurgindo.
Lotem era, apesar de um agricultor, um exímio espadachim e com ele percebi que tinha talentos ocultos que me tornavam cada vem mais habilidoso, com Tuliram aprendi que uma casa não simplesmente é um edifício de pedras e barro e que muito trabalho era necessário diante da tarefa de transformá-lo em um lar. Aos poucos fui enxergando que apresar de diferente dos outros podia considerar Karmesin em um lar, meu novo lar com o a minha nova família, se é que possui uma algum dia.